quinta-feira, 20 de setembro de 2012

E quando o palhaço perde a graça?


É a hora de rir, mas não tenho de que.
Sou o palhaço, faço as pessoas rirem, mas eu não vejo graça, o que está errado? Será que sou sem graça? Mas as pessoas dão muitas risadas comigo, o que está errado?
Tudo que busquei foi fazer as pessoas felizes, espalhar a risada pelo mundo, consegui? Mas eu também não faço parte do mundo? Como pode? Um palhaço que não ri da própria piada, como posso não achar graça em nada...

E quando o palhaço perde a graça?
É a hora de pensar, algo há de estar errado. Rir ou fazer rir? Eu quero os dois, mas não consigo.
E quando o palhaço perde a graça?
É a hora do desespero, de não saber o que fazer, pra onde ir, o que escolher. É a hora da escuridão... Sim, tenho medo do escuro, quem vai segurar minha mão?
Um turbilhão de coisas na cabeça, o mundo... Me deparo frente ao espelho, pintura borrada, lagrimas nos olhos... Desfaço-me palhaço, torno-me eu, mesmo assim falta-me sorriso.
Então enxergo o que sempre esteve claro, não é o oficio, não é a palhaçada... Vem de dentro, falta-me algo...

Uma flor, sim uma flor... Serás minha companheira, minha vida...
Visto-me palhaço, agrego a flor e rolo em gargalhadas... Completo estou, eu e minha flor...

Um comentário:

  1. Exatamente assim q me sinto,fico vendo as pessoas rirem de certas coisas q falo e faço, mas não vejo graça, como pode hehe

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